rodada de notícias
você leu alguma notícia sobre pessoas com deficiência essa semana? hmmm, tá na hora de mudar isso, não? vem que eu vou te resumir tudo o que aconteceu!
Símbolo Internacional de Acessibilidade muda para englobar mais deficiências
Sabe o famoso símbolo da cadeira de rodas que nós vemos nos lugares? Finalmente, ele mudou!
Qual o problema da cadeirinha de rodas em fundo azul? Vamos pensar na imagem: ao ver esse símbolo, o que você pensa primeiro? Cadeirante? Pessoas com mobilidade reduzida? Mas ele não representa só essas deficiências. Por que todas as PcDs tem que ser representadas por uma cadeira de rodas?
O novo símbolo surgiu na ONU, em 2015. A cadeira de rodas foi substituída por uma pessoa, ligada em quatro pontos e envolta em um círculo, representando as dimensões da acessibilidade. Além disso, o antigo partia do modelo biomédico (foco na limitação) e o novo representa o modelo social das deficiências (foco nas barreiras como principal forma de exclusão). Particularmente, eu achei bem melhor! E você?
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70% das mulheres interrompem a vida profissional ao virarem mães atípicas
O seu “feliz dia das mães” engloba mães de pessoas com deficiência? Segundo dados do estudo realizado pela Rede Mães Atípicas, essas mulheres precisam abandonar suas carreiras para cuidar dos filhos e, quando continuam trabalhando, enfrentam diversas dificuldades. Já parou para pensar nisso?
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Disney lança produtos desenvolvidos por artistas neurodivergentes
O projeto “Extraimaginário” contou com seis pessoas neurodivergentes para criar estampas exclusivas que reinterpretam personagens da Disney. As obras foram transformadas em uma linha de produtos licenciados para diversas marcas, como Riachuelo, LUPO, Trifil, GoCase, Jandaia e Animê/Youccie. Essa iniciativa fez parte das novas medidas para destacar os pilares de diversidade e inclusão da companhia. Eu já quero todos os produtos!
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Dubai recebe selo de destino amigável para autistas
A cidade passou por uma série de iniciativas para melhorar o atendimento ao público com TEA e, agora, é um destino certificado pelo IBCCES (International Board of Credentialing and Continuing Education Standards), que visa melhorar a acessibilidade aos visitantes da cidade. E aí, vamos para Dubai?
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Você sabe como lidar com cães-guias em lugares públicos?
No Brasil, a Lei nº 11.126/2005 garante o acesso de cães-guias em espaços públicos e privados, mas como lidar caso você veja um por aí? O cão de serviço é como uma extensão da pessoa com deficiência que precisa dele, por isso, é importante que algumas medidas sejam tomadas ao lidar com um: nada de carinhos ou brincadeiras, (já que essas podem ser distrações para o animal), dê prioridade na passagem e não obstrua o caminho, por exemplo.
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caiu na rede é…
tudo o que gostamos de consumir sobre o universo PcD essa semana
E os integrantes de System of a Down que passaram na área PcD antes do show começar? Fofos!
Esse vídeo do Museu do Amanhã no Rio de Janeiro fez meu dia! Nele, os funcionários falam sobre os kits de regulação que eles disponibilizam para visitantes com autismo. Assim, todo mundo pode apreciar a cultura da melhor forma.
Todo mundo do seu Instagram está no Japão também? Porque aqui sim e eu estou com inveja. Mas olha que legal esse vídeo sobre acessibilidade por lá. Deu ainda mais vontade de ir.
mão na consciência
deixa eu te fazer refletir em poucas linhas? é rapidinho, eu juro.
Mães atípicas são menos mães?
Minha mãe engravidou de mim aos 20 anos. Aos 21, ela já era mãe de uma criança com deficiência. Aos 22, ela ouvia de um médico que eu ia morrer logo. Largou as possibilidades de estudo e arrumou um trabalho que a desse flexibilidade para ficar comigo. Nos mudamos de estado sem nenhuma rede de apoio, apenas pela possibilidade de uma melhor qualidade de vida para mim. Durante toda a minha infância indo em centros de reabilitação, me acostumei em ver crianças com deficiência acompanhadas de suas mães. Era normal para mim ouvir histórias de desconhecidas nas salas de espera, que contavam sobre como a rotina de terapias era puxada e sobre como tinham pouca ou nenhuma rede de apoio. Mais velha, conversando com conhecidas com deficiencia, era habitual ouvir sobre o fato de os pais nem saberem montar suas cadeiras de rodas, quais médicos elas iam ou como fazer a rotina de fisioterapias. Hoje, eu me pego pensando nisso. Conheço muitas mães atípicas que não tem com quem contar, mas precisam dar conta. Mães que não tem amigas, parceiros/parceiras, trabalho. Mães que não tem tempo ou dinheiro o suficiente para bancar todos os cuidados que precisam e, muito menos conhecimento para lidar com deficiências especificas demais. Mas, apesar de conhecer muitas histórias como essas, não li sobre elas em nenhum post de dia das mães. Dados como “70% das mulheres abandonam a carreira para cuidar dos filhos com deficiência”, que escrevi um pouco acima, surpreende, mas não choca. É inevitável que passe pela minha cabeça o pensamento que tive mesmo antes de me entender como mulher: Elas só são “batalhadoras” porque dão a elas uma batalha. Espero que no próximo dia das mães você se lembre disso também.
estamos chegando ao fim…
E essa semana que não acaba, hein? mas calma, ela vai acabar e eu já te vejo na próxima.
Antes disso, o que achou dessa edição do seu novo jornal favorito?
Se aprendeu algo por aqui, que tal compartilhar? Vou amar te ver pelas redes!
Afinal, o mundo acessível começa com informação.





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