rodada de notícias
Você leu alguma notícia sobre pessoas com deficiência essa semana? Hmmm, tá na hora de mudar isso, não? Vem, que eu vou te resumir tudo!
Protagonista querida pelo público descobre autismo nas gravações
Bella Ramsey, a Ellie de The Last Of Us, revela que descobriu o diagnóstico de autismo durante as gravações da série. Em entrevista à Vogue Britânica, atriz de 21 anos comentou que uma pessoa da equipe - pai de uma criança com autismo - alertou algumas semelhanças de comportamento que Bella teria com a filha. O que o chamou atenção foram as questões sensoriais que ela tinha com as roupas que usava na série. A atriz foi atrás do diagnóstico psiquiátrico e, o que pode ser um momento difícil para muitos, foi um alívio para ela. “Eu sempre me perguntei”, comenta, ao lembrar que o diagnóstico a ajudou na atuação e em sua qualidade de vida.
“Não pareceu uma grande decisão que eu iria contar para as pessoas. Eu descobri sobre e isso me ajuda a entender sobre mim mesma. Então, não tem razão para as pessoas não saberem. De toda forma, é mais libertador para mim”, afirmou Bella.
Leia mais aqui e em inglês aqui.
Barbie lança bonecas inspiradas em brasileiras com deficiência
Em uma campanha que homenageia duplas de amigas que tiveram feitos notáveis pelo mundo, o Brasil foi um dos países escolhidos. A influenciadora Paola Antonini e a terapeuta ocupacional Kelen Ferreira realizaram o sonho de qualquer criança ao terem bonecas à imagem e semelhança das amigas. Paola interpretou a história de Kelen na série ‘Todo Dia A Mesma Noite’, sobre o incêndio da Boate Kiss em 2013, e as duas viraram amigas desde então. Ambas as Barbies têm prótese colorida na perna, como na vida real.
Leia mais aqui. Siga a Paola aqui e a Kelen aqui.
Novela das sete tem personagem com deficiência em destaque
A nova novela das sete da TV Globo, Dona de Mim, traz a personagem Pam (Haonê Thinar) como uma das melhores amigas da protagonista Leona (Clara Moneke). Em entrevista para Uol, Haonê, que é uma pessoa com deficiência, conta que essa é sua estreia na televisão e que foi “encontrada” pela diretora da novela em uma peça de teatro que atuava. Na trama, além de melhor amiga de Leona, Pam também vive um caso amoroso com Danilo (Felipe Simas), que nunca a assume por vergonha da deficiência.
Ao que tudo indica, Dona de Mim vai trazer assuntos profundos e importantes de forma leve - a gente torce para que a história de Pam seja abordada da mesma forma.
Quero todo mundo mandando boas energias para Haonê! Quem aí está animado para assistir? Dona de Mim estréia dia 28 de abril.
Leia sobre aqui e siga Haonê Thinar aqui.
84% dos profissionais com deficiência sofrem com saúde mental por ações capacitistas vivenciadas no ambiente corporativo
Você inclui pessoas com deficiência ao falar de saúde mental? A CEO da Talento Incluir, Carolina Ignarra, escreve uma coluna sobre os impactos do capacitismo na vida de pessoas com deficiência no ambiente corporativo. Apesar de ter sido publicada no Janeiro Branco, o texto traz dados alarmantes para o ano todo: 9 em cada 10 profissionais com deficiência ou neurodivergentes já enfrentaram situações de capacitismo no trabalho, revela pesquisa da Talento Incluir.
Leia mais aqui.
Atriz de Wicked é a primeira pessoa com deficiência a interpretar o papel
Wicked fez o maior sucesso nas telonas trazendo para o cinema a história de Elphaba e Glinda, já conhecidas do musical da Broadaway. Sem spoiler, a trama da Bruxa Má do Oeste é apoiada na história de sua irmã cadeirante, Nessarose. Marissa Bode é a atriz que dá vida à personagem no filme.
Aqui a história fica curiosa: apesar da personagem ser cadeirante, ela nunca foi interpretada por uma pessoa com deficiência nos musicais afora (e também não está sendo no Brasil). O motivo é simples (e aqui tem spoiler, pula pro link): na trama, Nessa pede ao Mágico de Oz que a faça andar e ele a atende.
Como isso vai ser trazido para a história agora? Tecnicamente: Efeitos especiais, cabos invisíveis, truques de cena? E a história: o grande pedido dela vai ser “se libertar da cadeira”? Só descobriremos na continuação Wicked: For Good, que estreia nos cinemas em novembro desse ano. Enquanto isso, segura na minha mão e vamos rezar para ser retratado sem capacitismo.
Conheça mais a atriz aqui, veja seu glambot aqui e a acompanhe aqui.
caiu na rede é…
Tudo o que gostamos de consumir sobre o universo PcD essa semana!
Se você ama a Disney tanto quanto eu, vai chorar de amores com esse vídeo. Nele, Gisele, uma garotinha surda nos parques da Disney, sinaliza na Língua Americana de Sinais (ASL) com a princesa Tiana. Inclusive, a família posta diversos vídeos sobre a acessibilidade dos parques.
Faz tempo que aconteceu o último SuperBowl, mas esse vídeo começou a fazer sucesso nas redes recentemente. Nele, o intérprete surdo de ASL (Língua Americana de Sinais) interpreta Be Humble, do Kendrick Lamar. A interpretação ficou tão boa e teve tanto empenho que nos faz lembrar que todo mundo merece uma boa performance.
Por último, esse vídeo é para você voltar a acreditar (nem que seja só um pouco) no amor! Nele, a norueguesa Tonje, fala que o marido dela não é guerreiro por estar com ela e mostra cenas dos dois com as filhas, vivendo uma vida feliz em família. Tonje tem Atrofia Muscular Espinhal (mesma doença que essa que vos fala) e duas filhas muito fofas. Esse é um lembrete que todo mundo merece um amor!
mão na consciência
Deixa eu te fazer refletir em poucas linhas? É rapidinho, eu juro.
De “coitadinha” à “heroína”: por que eu só posso existir nesses termos?
De um lado, eu sou triste, coitada, vítima, sofredora por ter uma deficiência em um mundo feito para quem não tem. Do outro, eu sou superinteligente, superlegal, superguerreira… É quase como se essas palavras dependessem de um complemento. “você é superguerreira… para alguém como você”. Eu sou super, porque não era para eu ser nada. Consegue entender? O problema é que é cansativo poder ser isso ou aquilo. A vida não é preta ou branca, existe um bilhão de cores no meio e mais um bilhão de tons dessas cores. Eu posso ser uma boa ou má pessoa. Às vezes, os dois. Eu quero existir para além do que as pessoas vêem. Quero ser uma personagem tão complexa que você ama e odeia ao longo do livro. Eu não quero que a sinopse da minha série seja resumida pela minha cadeira de rodas. Não quero que o meu nome venha sempre acompanhado do adjetivo “guerreira”. Porque esse não é meu sobrenome. Meu nome é Ana Clara Moniz. Eu sou jornalista, escritora e roteirista antes de ser deficiente. Eu tenho a minha deficiência, mas não sou só ela.
alguma dúvida? comece pelo post fixado!
Na página da acessa news, você encontra um post de boas vindas que te conta como vamos funcionar: agenda, editorias, acessibilidade e algumas notas. Não esquece de ir lá dar uma olhada!
Toda quarta-feira, às 12h, chega no seu e-mail a acessa news.
Se você não tem o hábito de checar seu email, pode se despreocupar, que eu vou postar sempre que sair uma nova edição.
estamos chegando ao fim…
Aaaaaaaah :( *sons de tristeza*. Eu sei, eu sei, mas semana que vem te encontro de novo. Mesmo dia, mesmo horário, no seu melhor e-mail. Temos um encontro?
Antes disso, o que achou dessa edição do seu novo jornal favorito?
Enquanto a gente não se vê, não esquece de compartilhar o que aprendeu por aqui. Quem sabe algum amigo também quer aprender com a gente?
Afinal, o mundo acessível começa com informação.






Sobre o tópico de transtornos mentais por causa de capacitismos no corporativo, precisamos saber que não sabemos ainda como melhorar o tratamento nesse ambiente e buscar treinamentos para todos. Pessoas que não convivem com pessoas com deficiência não sabem de muitas coisas e podem aprender pra deixar o ambiente melhor pra todos. E o mundo também. Agora não adianta não saber, ter como aprender e não querer mudar🤨. Ótima matéria!! Amei o conteúdo ♥️
amiga, eu amei demais. o pedro fernandes também vai estar em dona de mim <3