rodada de notícias
vem que eu vou te resumir tudo o que aconteceu!
Atriz que faz a nova Surfista Prateada começou a atuar por causa de uma deficiência
Você leu certo! Julia Garner, atriz que interpreta a Surfista Prateada no novo filme do Quarteto Fantástico só se tornou atriz por lidar com uma deficiência durante toda a infância. Em entrevistas, Julia conta que teve epilepsia, com diversas crises graves, que atrapalharam seu desenvolvimento. A atriz comenta que por ter sido uma criança muito doente, tinha muita dificuldade de socialização, o que fez seus pais a colocarem no teatro. É muito legal ver o quanto a arte pode ajudar nesse processo, né?
No Brasil, a epilepsia é considerada deficiência - não pela condição em si, mas pelas consequências físicas e intelectuais que pode trazer. É possível, porém, que a doença se manifeste mais em uma fase da vida e seja controlada em remissão, como parece ser o caso de Julia Garner.
Leia mais aqui.
IAs, softwares e outras ferramentas: Quais são as tendências de acessibilidade digital em 2025?
Parece que a cada dia temos um milhão de novas tecnologias que torna difícil de acompanhar. Por isso eu gostei desse artigo que nos dá as principais tendencias de acessibilidade digital esse ano. Entre elas, vemos a legislações ficando mais rígidas, Lei Europeia de Acessibilidade (EAA) pressionando atenção no assunto, diversos softwares acessíveis e o mas interessante: “A IA só nos dá 90% do caminho - precisamos aprender a trabalhar com IA para melhor usá-la para acessibilidade”.
Leia mais aqui.
ONU acredita que pelo menos 21 mil crianças viraram PcDs desde o início da guerra em Gaza
Essa notícia doeu meu coração.
Desde o início da guerra na Faixa de Gaza, em outubro de 2023, 21 mil crianças passaram a ter deficiências em decorrência de ferimentos da guerra. De acordo com a ONU, 40.500 crianças sofreram ferimentos graves e mais da metade delas ficou com uma deficiência permanente. Além da situação dos feridos, o Comitê da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CRPD) também alertou as autoridades sobre “ordens de evacuação inacessíveis” para pessoas com deficiência visuais e auditivas. No fim, pessoas com deficiência sempre ficam para trás e isso é extremamente revoltante.
Leia mais aqui.
Bolsistas que estudam ou pesquisam no exterior terão direito a um acompanhante
O MEC anunciou a criação de auxílio para bolsistas com deficiência do Capes que vai cobrir as despesas de acompanhantes. O benefício é um auxílio adicional para contribuir nas despesas do estudante e seu acompanhante no exterior, incluindo a mensalidade, deslocamento, acomodação e seguro saúde.
Legal, né? Bora, meus pesquisadores brasileiros!!!!
Leia mais aqui.
Concursos públicos passam a ter novas regras para pessoas com deficiência
Um novo Decreto fortaleceu a inclusão de PcDs em concursos públicos. Agora, pessoas com deficiência tem uma lista reservada na publicação dos resultados, as provas físicas só podem ser iguais aos demais participantes se houver adaptações necessárias, a avaliação é feita por três profissionais de diferentes áreas atuando nas áreas das deficiências que o candidato tiver (incluindo um médico) e a acessibilidade no trabalho é obrigatória mesmo se não requerida.
Cadê meus concurseiros?
Leia mais aqui.
caiu na rede é…
tudo o que gostamos de consumir sobre o universo PcD essa semana
O Dissidência DEF, um coletivo de atores e comediantes com deficiência postou nas redes sociais uma agenda completa de peças e oficinas acessíveis sobre o universo das deficiências. Vale dar uma conferida se tem algum evento perto de você!
Nesse vídeo superfofo, a família do José - um menininho que não tem os braços - desenvolveu uma nova forma de bater parabéns para que ele possa fazer também.
Imagina um espetáculo teatral e que o interprete de Libras é tambbém um personagem? Esse é o espetáculo Da Janela, uma peça acessível e inclusiva, com autodescrição e Libras que fazem parte da história. Muito legal!!!!
mão na consciência
deixa eu te fazer refletir em poucas linhas? é rapidinho, eu juro.
Senhoras e senhores, meninos e meninas, com vocês a maior inspiração de todos os tempos, que está superando a deficiência e nos inspirando a sermos melhores só por existir: Ela!
Corta para: uma pessoa com deficiência tentando alcançar uma garrafa de vodka no corredor de bebidas do mercado.
Essa cena poderia estar em um filme de comédia ou ser a história principal de um show de stand up de um comediante de humor duvidoso. Mas, infelizmente, ela é o meu dia a dia
Você acha que eu sou uma inspiração. Eu entendo. Mesmo. Afinal, eu posso ser uma.
Eu posso inspirar por ter sido destaque em feiras de inovação aos 13 anos falando de acessibilidade e você querer aprender sobre. Posso inspirar por ter escrito um livro pela maior editora do país e você ter vontade de publicar um. Posso inspirar por ter uma cadeira de rodas muito estilosa e você querer transformar a sua.
Eu posso te inspirar por muitos motivos. Mas eu não sou inspiração só por existir.
Às vezes eu só estava indo ao mercado, tomando um café ou postando uma foto. Nada demais, só vivendo. Mas viver não deveria ser tratado como ato heróico.
Porque quando você me chama de inspiração só por eu existir, você me reduz. Você me coloca em um lugar de “exemplo de superação”, quando, na verdade, eu só quero estar no mesmo lugar que você: vivendo a vida.
Não sou inspiração por pegar transporte público. Não sou inspiração por trabalhar. Não sou inspiração por sair com amigos.
Isso é só… vida.
A verdadeira inspiração não está no fato de eu existir, mas na forma como lutamos, como criamos, como resistimos às barreiras que nos colocam diariamente. Está em transformar um mundo que ainda não é feito para nós, e não em romantizar a nossa presença nele.
Quero que me vejam como pessoa inteira, complexa, como as muitas Anas Claras que eu posso ser. Que me reconheçam para além da deficiência. Que se inspirem por eu ser boa no que eu faço e ser destaque no que eu quero ser.
Quando você me chama de inspiração só porque eu estou aqui, o que você realmente está dizendo é que não esperava nada de mim.
E eu espero mais do que isso.
até mais!
Se você leu até aqui, deixa um comentário. Se alguma parte dessa edição te tocou, compartilha com alguém. Te vejo nas redes sociais!
Antes disso, o que achou dessa edição do seu jornal favorito?
Afinal, o mundo acessível começa com informação.




