rodada de notícias
você leu alguma notícia sobre pessoas com deficiência essa semana? vem que eu vou te resumir tudo o que aconteceu!
Área PcD em show da Lady Gaga é invadida por pessoas sem deficiência e estrutura cede
Não se fala de outra coisa além do Gagacabana e eu vim falar mais um pouco. O show da Lady Gaga no Rio de Janeiro reuniu 2,1 milhões de pessoas e foi gratuito, mas será que foi para todo mundo?
Para quem não entende nada de como funciona a acessibilidade em um evento como esse: É direito de toda PcD (Lei nº 10.098/2000) um espaço reservado para assistir o show com um acompanhante. A lei ainda fala de acesso físico ao local e sinalização clara.
O que aconteceu: a área PcD do show foi invadida por pessoas sem deficiência e a estrutura cedeu. Além de colocar as pessoas que estavam ali em risco, também teve muita confusão. Pós show, começaram a surgir inúmeros relatos e vídeos de quem estava lá sobre o descaso.
Voce pode ver alguns relatos no comentário do meu post. Leia sobre o acontecido aqui, aqui e aqui.
Coral “traduz” cores para pessoas com deficiência visual
A marca de tintas, Coral, lançou a campanha “Cores que Tocam”, que “traduz” cores em sensações para pessoas cegas e/ou com baixa visão. Através de textos curtos, histórias e sentimentos explicados em áudios, a marca tornou 70 cores de seu portfólio acessíveis. O projeto foi desenvolvido por uma equipe multidisciplinar e teve aprovação da Fundação Dorina Nowill para Cegos. Iniciativa legal, né?
Voce pode acessar o projeto aqui e ler mais aqui.
Metrô de São Paulo se torna mais acessível com a participação de pessoas com deficiência
Para cadeirantes, a experiencia no metrô pode ser desafiadora. Antes de embarcar, precisamos avisar um funcionário que vamos precisar de uma rampa entre a plataforma e o vagão, que, normalmente tem um vão muito grande. Essa rampa é uma estrutura pesada e reta, que nem sempre supera o degrau que fica.
Mas, desde janeiro, a Linha 5-Lilás adotou uma nova ferramenta. Com a experiencia de uma passageira que sempre reclamava dessa estrutura, surgiu uma nova: uma rampa feita de vibra de vidro com uma articulação que estabiliza a oscilação do vagão e antiderrapantes. O equipamento também foi testado por um funcionário PcD da ViaMobilidade e vai ser disponibilizado nas 17 estações que ligam Capão Redondo à Chacara Klabin.
Veja mais sobre aqui.
Surge o primeiro estudo sociodemográfico sobre o autismo no Brasil
O Mapa Autismo Brasil, realizado pelo Instituto Steinkopf, busca mapear o perfil de pessoas autistas no país. A pesquisa é um formulário que reúne informações como gênero, idade, renda, primeiros sinais, acesso à educação e saúde especificamente de pessoas autistas. Para preencher, voce precisa ser maior de 18 anos ou responsável cuidador de uma pessoa com autismo. Vale lembrar: pesquise sobre antes de preencher!
Entenda mais sobre aqui e veja o perfil do Instituto aqui.
Adaptando uma casa com braille: como começar?
Essa reportagem da revista Casa E Jardim conta a importância de promover um ambiente adaptado dentro de casa e como o braille pode ajudar. Além de auxiliar a independência de pessoas cegas e/ou baixa visão, colocar etiquetas adesivas em braille podem contribuir com a segurança e bem-estar em casa.
Veja as dicas nessa reportagem.
caiu na rede é…
tudo o que gostamos de consumir sobre o universo PcD essa semana
Esse daqui vai para os atletas! Luis Gustavo viralizou nas redes ao mostrar sua evolução no halterofilismo tendo uma doença degenerativa. Em seus vídeos, ele mostra como o esporte o ajuda a lidar com o diagnóstico.
Não ironicamente o meu grande sonho de consumo é esse quadriciclo que entra com a cadeira. No vídeo, vemos um rapaz entrar na estrutura com sua cadeira de rodas. Imagina andar pelas rodovias por aí e dar de cara com essa cena?
Obcecada por essa diva! Catarina Guimaraes é uma atleta paralímpica de atletismo que posta seu dia a dia das competições nas redes sociais com direito a muitos penteados, maquiagens coloridas e glitter. Nesse vídeo, ela fala que não se veste para os homens e sim para as garotinhas que ouviram que a vida não é um desfile. Diva!
mão na consciência
deixa eu te fazer refletir em poucas linhas? é rapidinho, eu juro.
Se um evento não é acessível, ele realmente é para todos?
As polêmicas de acessibilidade do “Gagacabana” me fizeram pensar muito. Imagina fazer um show gratuito em uma das praias mais famosas do Brasil, com uma das cantoras mais icônicas do momento que canta sobre celebrar quem você é. Imagina esse evento ter 80% do público da comunidade LGBT+, cantando e chorando porque foi nas músicas dessa artista que souberam, pela primeira vez, que não é errado ser quem são. Imagina que essa cantora é, inclusive, uma pessoa com deficiência por ter fibromialgia e falar abertamente sobre isso. Agora, imagina, essa festa pública ser aberta para todos… menos pessoas com deficiência. Parece dramático da minha parte falar dessa forma, mas foi exatamente isso que aconteceu. Porque é exatamente isso que acontece todos os dias. Os eventos “para todos” não são acessíveis. As festas que “repudiam todo tipo de preconceito”, passam pano para o capacitismo. As pessoas de grupos minorizados também não lembram de pessoas com deficiência. Porque a Lady Gaga foi uma referencia para mim também. Eu sofri as mesmas dores que você, mas não sou vista como você. Parece que nós estamos sempre à parte de tudo e, meu deus, como é cansativo nunca ser acolhida.
o fim sempre chega
essa edição chegou ao fim e a semana também já está quase acabando, eu prometo. Te vejo semana que vem com mais notícias (espero que boas).
antes disso, o que achou dessa edição do seu novo jornal favorito?
não esquece de compartilhar o que aprendeu por aqui. quem sabe, algum amigo também quer aprender sobre o assunto?
afinal, o mundo acessível começa com informação.




