rodada de notícias
vem que eu vou te resumir tudo o que aconteceu!
Forbes faz lista de 100 criadores de impacto de acessibilidade e pessoas com deficiência mais influentes
A revista de negócios estadunidense, que é famosa por listas como a Forbes Under 30 (que reúne anualmente pessoas destaque antes dos 30 anos), publicou a primeira iniciativa sobre pessoas com deficiência.
Acessibility 100 reúne as 100 principais pessoas que impactam a acessibilidade e a causa PcD atualmente. Dividida em categorias, a lista traz nomes de pessoas influentes, aplicativos com iniciativas de acessibilidade e até marcas com recursos inovadores.
O objetivo da lista é mostrar que acessibilidade não é só uma obrigação legal, como também uma oportunidade de negócio inexplorada.
Será finalmente a minha chance de estar em uma lista da Forbes?
Leia a lista completa aqui.
Projeto de lei prevê assentos na primeira fila de aviões para PcDs
Talvez você nunca tenha pensado nisso, mas pegar um assento no avião é sempre um estresse para mim. A primeira fila, além de paga para quem quer “mais conforto” não é prioridade obrigatória para PcDs.
Mas esse projeto de lei quer mudar isso. Ele prevê que a primeira fileira seja reservada, sem custo adicional para pessoas com deficiência e com mais de 80 anos. Aprovada pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, a proposta agora será analisada pela Camara dos Deputados e depois pelo Senado.
Leia sobre aqui.
Ator sem deficiência interpreta personagem com deficiência e situação viraliza nas redes
O remake de Vale Tudo está dando o que falar e, dessa vez, infelizmente, negativamente. Tudo começou quando o grande segredo de Odete Roitmman é ter um filho com deficiência. O problema? O ator escalado ser uma pessoa sem deficiencia.
Essa prática, que é mais comum do que você imagina, se chama Cripface. O maior estranhamento veio do fato que a Globo vem contratando diversos atores com deficiência para papéis de destaque, mas, nesse caso, decidiram não seguir pelo mesmo caminho. Aconselho assistir esse vídeo sobre o assunto.
O que você pensa sobre isso?
Leia mais aqui.
Cantora Lachi lança livro celebrando ser cega
Essa manchete te causa estranhamento? Pois não deveria!
Lachi é uma cantora estadunidense que tem tido um maior reconhecimento atualmente. Eleita Mulher do Ano pelo USA Today e trabalhando junto ao Grammy, ela fala, em seu livro, sobre a deficiência como um movimento cultural que a formou enquanto artista cega.
Conheça Lachi aqui e leia mais sobre aqui.
Feira Literária da Pessoa com deficiência abre inscrições para primeira edição
Imagina que legal uma feira litererária de livros sobre o universo das deficiências e/ou de autores PcDs? Vai acontecer!
A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED) anunciou o evento e abriu as inscrições para autores que queiram participar. O evento quer receber editoras, autores, coletivos, livrarias e facilitadores de atividades voltadas para esse público. Legal, né? Eu já inscrevi o ABPcD, quem sabe a gente não se encontra por lá!
Leia mais sobre o evento aqui.
caiu na rede é…
tudo o que gostamos de consumir sobre o universo PcD essa semana
Que época deliciosa de São João! Para entrar no clima de festa junina bem Brasil, olha que demais essa interpretação de Libras da Dayse.
Aconteceu nos EUA a conferência internacional de AME. Todo ano esse evento traz informações sobre a doença e novos recursos de tecnologia e acessibilidade. Olha que demais esse braço mecânico!
Junho é o mês do orgulho LGBT+ e julho do orgulho PcD… nos Estados Unidos. Apesar de não comemorarmos o mesmo mês aqui no Brasil, esse video não pode passar batido.
mão na consciência
deixa eu te fazer refletir em poucas linhas? é rapidinho, eu juro.
A solidão é capacitista.
A gente não fala muito sobre isso. Mas a solidão também é uma forma de exclusão. Ela não vem só do isolamento físico, mas da sensação constante de não fazer parte. Às vezes, olho em volta e percebo que fui a única a não ser chamada. Que não pensaram em mim. Que não consideraram se o lugar era acessível, se eu conseguiria chegar, se eu estaria confortável. A desculpa é sempre a mesma: “Ah, achei que você não fosse querer”, “Achei que fosse difícil pra você”. E decidem por mim. Ser esquecida dói. Ser deixada de fora dói mais ainda. E ser lembrada só quando dá, quando é conveniente, quando encaixa… isso esmaga.
A solidão também aparece nos olhares. Quando entro num ambiente e ninguém sabe como agir comigo. Quando todo mundo se olha, mas ninguém me olha. Quando falam sobre mim, mas não comigo. Quando evitam conversas, toques, convites, perguntas. Como se eu fosse frágil demais. Ou invisível demais.
Mas a verdade é que não sou eu. É o mundo que foi construído sem mim. É a sociedade que aprendeu a achar que corpos como o meu são obstáculos, fardos, exceções. A solidão que a gente sente não é culpa da deficiência. É consequência do capacitismo. A gente só quer estar junto. Mas estar junto de verdade. Com presença, com escuta, com afeto, com acesso.
Porque a verdadeira acessibilidade também se constrói com convites, com vínculos, com pertencimento. E eu tô cansada de me sentir sozinha. Mesmo cercada de gente.
é o fim mas é só o começo
A edição acabou, mas a segunda metade do ano está só começando! É hora de rever as metas que você fez em janeiro e incluir o acessa news na sua rotina, hein?
E, se você gosta de ler o acessa, me conta?
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Afinal, o mundo acessível começa com informação.





o link da primeira reportagem deu erro. segue o novo aqui: https://www.forbes.com/lists/accessibility-100/
A primeira reportagem não abre