rodada de notícias
vem que eu vou te resumir tudo o que aconteceu!
Existem 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, diz novo Censo
A cada dez anos, ocorre o Censo Demográfico do IBGE e, depois de um atraso por causa da pandemia… Finalmente, temos uma pesquisa atualizada com os dados sobre pessoas com deficiência.
O último Censo, aquele que dizia que somos 24,5 milhões de brasileiros , era o que norteavam os dados e pesquisas sobre nós. Mas não mais. Deixa eu te resumir alguns dados? O levantamento revela: somos 14,4 milhões de PcDs, cerca de 7,3% da população. Em ordem decrescente, temos mais pessoas com deficiência visual, física, intelectual e, por fim, auditiva. O nordeste é a região do pais com maior número de PcDs (19,5%). De todos os brasileiros com deficiência, cerca de 21,3% são analfabetos, quatro vezes a taxa de analfabetismo das pessoas sem deficiência.
Os dados são chocantes, mas também importantes: eles nos mostram quem somos e o quão longe nos estamos de um pais inclusivo. A luta continua.
Veja o Censo completo aqui e aqui.
Cadeiras de rodas feitas em impressora 3D são disponibilizadas gratuitamente por laboratório de design
Como uma impressora 3D funciona? Eu não faço ideia, mas agora sei que da para imprimir cadeiras de rodas nela. E foi isso que o laboratório de design norte-americano MakeGood NOLA fez. O modelo é feito para crianças de dois a oito anos e pode ser adaptado de acordo com a idade. No momento, está sendo disponibilizado gratuitamente nos Estados Unidos e, em breve, o design sera disponibilizado para quem quiser fazer o download. Imagina não gastar com uma cadeira de rodas? Meu sonho!!!
Leia mais aqui.
Traje com impulsos elétricos ajuda pessoas a voltar a andar
Eu bato na tecla que não é porque não ando que quero andar, mas precisamos reconhecer que nem todo mundo pensa igual. Viralizou nas redes um video da Emelie, uma moça cadeirante que voltou a andar usando um macacão terapêutico. O traje foi desenvolvido na Suíça e conta com 58 eletrodos que causam impulsos elétricos no corpo, ajudando a reduzir espasmos e impulsionar os músculos. A eletroterapia (técnica usada no macacão) já pode ser encontrada na AACD, por exemplo, mas o recurso em uma vestimenta é inovador e ainda não chegou por aqui.
Para além de andar ou não, esses recursos terapêuticos podem ser usados para fortalecer a musculatura, ajudar a autonomia e proporcionar conforto. Aconselho assistir esse vídeo da Laís Souza sobre. Também é sobre a melhora da qualidade de vida!
Veja a reportagem do Fantástico sobre aqui.
Unicamp recebe os primeiros estudantes pela cota para pessoas com deficiencia
Cota para PcDs em universidades? Agora temos!
A Unicamp, renomada Universidade Estadual de Campinas, foi a primeira do estado de São Paulo a adotar a modalidade de cotas e já começoua colher os frutos da iniciativa. Os alunos, com diversos tipos de deficiência, puderam se matricular esse ano. A política prevê uma ou duas vagas em cada curso de graduação e tem o objetivo de aumentar o acesso do publico com deficiência no ensino superior.
Em uma realidade que 21,3% das PcDs são analfabetas, iniciativas como essa incentivam o acesso à educação de qualidade (ainda mais em uma das melhores universidades do país).
Leia mais aqui.
TSE pede que pessoas com deficiencia atualizem o cadastro eleitoral
Chamando as PcDs aqui!!! Já atualizou seu cadastro eleitoral? Pois nem eu tinha, então vamos juntas.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou uma nota relembrando que, para ter acessibilidade na hora de votar, é necessário que você se declare uma pessoa com deficiência no seu cadastro. Caso você, assim como eu, não tenha cadastrado, é simples de ser feito: É só entrar no portal do TSE, no Autoatendimento Eleitoral, opção 4 e informar seus dados.
Acesse mais informações aqui e vamos votar!!!
caiu na rede é…
tudo o que gostamos de consumir sobre o universo PcD essa semana
Esse vídeo da Molly Burke está viralizando nas redes e eu amei! Nele, a autora (que também é PcD) mostra que, para a sessão de fotos do seu novo livro, contratou profissionais com deficiência também. A ideia do video é mostrar que os profissionais PcDs também dão conta do recado!
Sabe quando voce precisa desenhar para as pessoas entenderem? A Isa Meneghini, fisioterapeuta que tem fibromialgia, fez mais ou menos isso. Nesse vídeo, ele explica sobre a importância de reconhecer a doença como deficiência e dar as PcDs os direitos básicos. Vale assistir!
OMG, THE GAY MONTH! Chegamos no mes do orgulho e eu, como a autointitulada presidenta dos GCDs (Gays com Deficiência) vim te relembrar desde já: nós também amamos e temos sexualidade! Esse vídeo celebra o amor entre mulheres e deficiências e eu amei. -
mão na consciência
deixa eu te fazer refletir em poucas linhas? é rapidinho, eu juro.
Nós não somos a mesma pessoa.
Parece incrivelmente bobo eu te falar isso e, me desculpa o clichê, mas coisas óbvias também precisam ser ditas. No dia em que escrevo esse texto, eu estou em um avião. Sempre peço ajuda dos funcionários para me transferir da minha cadeira para a poltrona. Estou acostumada a ensinar as pessoas a me pegarem no colo e me ajudarem, então isso não é um problema. Quando o rapaz me segurou, me pegou de um jeito que me machuca. Inclusive, o mesmo que fez eu quebrar o meu braço (mas isso é papo para outro texto). Eu o comuniquei que não gostaria que ele me pegasse daquele jeito, explicando como prefiro. Então, ele me disse: “Mas com as outras pessoas cadeirantes eu faço assim”. É claro, ele não falou por mal. Talvez ele tenha aprendido a colocar todas as pessoas com deficiência em uma única caixinha. Talvez tenha sido ensinado que deve tratar as PcDs iguais porque somos iguais. Mas não somos. Aqui, eu nem falo da diferença mais óbvia: as diversas deficiências existentes. Mas também falo sobre a diferença de vivências, realidades, disposições geográficas, tipo de corpos, culturas, diferenças sociais e, mesmo depois disso tudo, a diferença de gosto. Porque eu não sou como qualquer outra pessoa com deficiência nem se eu quisesse. E a PcD que você viu na rua pode ter tão pouco em comum comigo como eu tenho com a Beyoncé (spoiler: não canto, não sou rica, nem mundialmente famosa e nem sou tão gostosa assim - com todo respeito, Bey). Somos 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil e eu não sou igual a nenhuma delas. Então, quando a gente vai parar de pensar que somos?
estamos chegando ao fim…
A notícia ruim é: acabou a edição de hoje. Mas a boa é: voltamos com tudo. Te vejo semana que vem?
Antes disso, o que achou dessa edição do seu novo jornal favorito?
E já sabe, né? Se aprendeu algo hoje, compartilha com alguém. A luta pela inclusão também depende de você!
Afinal, o mundo acessível começa com informação.





Obrigada por mais uma edição incrível! O acessa news era tudo que eu precisava para aprender cada vez mais! Parabéns, Ana ❤️🌻
Espero que tenha tido uma boa mudança. Adorei essa edição, bem vinda de volta 📩