rodada de notícias
vem que eu vou te resumir tudo o que aconteceu!
Estudo descobre que autismo, talvez, não seja uma condição, mas várias
Ok, a gente tem estudo de autismo para todos os lados, mas esse parece ser bem importante. Eu te explico o motivo:
Realizada na Universidade de Princeton, a pesquisa identificou quatro subtipos de autismo. Mais de 5 mil pessoas foram analisadas clínica e biologicamente para tentar identificar questões em comum. E acharam! De acordo com o estudo, os subtipos são: Desafios Sociais e Comportamentais, TEA Misto com Atraso no Desenvolvimento, Desafios Moderados e, por fim, Amplamente Afetado.
Por que isso é importante? Essa pesquisa muda a percepção do autismo pois consegue trazer descobertas biológicas e sociais. Em outras palavras, ele nos mostra o porque de tantos estudos sobre o tema deixarem a desejar. O autismo pode ser uma condição muito mais plural do que a gente imaginava e identificar esses subtipos pode nos dar uma maior possibilidade de apoio diante aos diagnósticos e tratamentos.
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TIM desenvolve tecnologia para pessoas surdas sentirem as músicas
Vamos de iniciativa inclusiva legal para caramba?
A empresa de telefonia TIM lançou uma ferramenta que possibilita que pessoas surdas e/ou com deficiências auditivas sintam a música através da vibração. A ‘TIM Vibe’ transforma, em tempo real, as ondas sonoras das músicas em vibrações que podem ser sentidas no corpo. Tudo isso no aplicativo da operadora, disponível gratuitamente para quem quiser usar.
Legal, né?
Unicef define agenda global de pesquisa sobre crianças com deficiência
O UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) lançou uma chamada para ação com diversos relatórios sobre pesquisas (ou a falta delas) sobre crianças com deficiência. De acordo com eles, existem 240 milhões de crianças com deficiência no mundo e elas são um dos grupos menos pesquisados.
A agenda global inclui iniciativas para pesquisas serem realizadas, insights sobre inclusão e diversidade, relatórios sobre como tratar o assunto e a importância de olharmos para esse grupo. Tem informações e ideias bem legais, vale a lida!
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Esses são recursos inovadores de acessibilidade que a Apple vai lançar ainda esse ano
Eu, particularmente, acho que a Apple tem iniciativas e ferramentas de acessibilidade muito interessantes. A novidades agora são varias e eu vou te contar:
Aplicativos na App Store terão uma nova página que informa aos usuários se os apps são acessíveis antes de baixa-los. Uma nova lupa para os Macs pretende ampliar textos e detectar objetos ao redor para pessoas cegas e/ou com baixa visão. Uma nova ferramenta que transforma os dispositivos Apple em gravadores de notas em braille e permite que os usuários digitem e façam cálculos em braille. Legendas ao vivo no Apple Watch vão permitir que pessoas surdas e/ou com deficiências auditivas possam utilizar os dispositivos como microfones que captam o som e transformam em texto em tempo real. Mas, o mais legal para mim é a opção de compartilhar as configurações de acessibilidade do seu dispositivos com outras pessoas perto de você, o que permite que a gente pegue emprestado o iPhone do amiguinho e tenha as configurações do seu celular fáceis para usar.
Ufa, são muitas iniciativas legais. Vale a leitura!
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Talvez crianças com deficiência estejam sobrecarregadas de terapias, entenda como.
O quê? Como assim? Calma, deixa eu te contar em outras palavras.
Em um artigo para o G1, uma clínica de fisioterapia de Uberaba (MG) relata a importância de garantir estímulos como brincadeiras e fisioterapias para crianças, mas de forma moderada. As terapeutas expressam que a sobrecargas de terapias é uma realidade e pode, na verdade, atrapalhar o desenvolvimento.
“Criar rotinas previsíveis e oferecer tempo para o livre brincar em ambientes tranquilos são maneiras eficazes de estimular o desenvolvimento sem sobrecarregar”, conclui a terapeuta. Parece bobo falar disso, mas é extremamente importante considerar essas questões. Afinal, ser criança com deficiência não é fácil.
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caiu na rede é…
tudo o que gostamos de consumir sobre o universo PcD essa semana
PARA TUDO e vem chorar comigo nesse vídeo. Chorar porque é um exemplo de superação? Não, porque é lindo ver a inclusão acontecendo de verdade. O vídeo mostra uma apresentação de dança de Avery, uma menina com deficiência, foi adaptada. Nela, a professora ajuda a menina a fazer os movimentos de ballet e sai do palco em momentos que ela consegue fazer sozinha. Afinal, quem tem que brilhar é ela, né?
Eu nunca vou deixar de falar da primeira atriz cadeirante de Wicked. Nesse vídeo, ela mostra os bastidores da Broadway e como fizeram as adaptações para ela em camarim e palco. É bem legal porque nos mostra como é possível, sim, ter uma atriz com deficiência em grandes apresentações.
Acessibilidade em parquinhos? Queremos! Nesse vídeo, vemos uma diversidade de brinquedos pensados em pessoas com deficiência. Balanços que você entra com a cadeira, gira-gira com rampa, cintos diferentes… Eu, com 25 anos, brincaria em todos! E você?
mão na consciência
deixa eu te fazer refletir em poucas linhas? é rapidinho, eu juro.
Passei a infância e adolescência dizendo que eu era tímida. Eu realmente era quieta e cuidadosa em um primeiro contato com o outro. Eu tinha vergonha. Mas, anos mais tarde, percebi que a vergonha não era minha.
Eu sentia vergonha de coisas que nem sabia o nome: do jeito que eu me movia, do tempo que eu levava pra fazer algo simples, da cadeira de rodas na foto, do cansaço “sem motivo”, do meu corpo e do olhar intimidador de quem acha que você é menos.
Mas, anos mais tarde, descobri que essa vergonha não era minha, na verdade. Ela me foi ensinada.
Pela TV, que nunca mostrou alguém como eu feliz sendo quem é. Pelos comentários disfarçados de cuidado de quem não faz nada além de descuidar. Pelas calçadas e prédios que deixam claro que não era para eu estar ali.
A vergonha não nasceu em mim. Ela foi plantada. Regada pela falta de acessibilidade, podada pela culpa, colhida em silêncio.
E eu cresci acreditando que precisava me encaixar. Mas eu não sou tímida. Eu sou extrovertida, expansiva. Adoro conhecer pessoas, conversar com desconhecidos no táxi, falar por horas a fio. Eu era da turma do fundão, eu sempre fui comunicadora, questionadora.
Mas me fizeram acreditar que eu deveria ter vergonha. Porque ser alguem como eu é motivo para isso. Mas eu não preciso caber onde fui excluída. Hoje, eu não fico mais com a cabeça baixa e escondida pelos cantos. Levo comigo a certeza de que existir como eu sou não é motivo de vergonha. É motivo de luta para conquistar espaços e orgulho por ter resistido.
Aos poucos, eu desaprendo esse silêncio. E reaprendo o orgulho. Porque nunca foi motivo de ter vergonha
estamos chegando ao fim…
Te vejo semana que vem?
Antes disso, o que achou dessa edição do seu novo jornal favorito?
Não esquece de comentar e ccompartilhar se aprendeu alguma coisa.
afinal, o mundo acessível começa com informação.





Amei!!!! Que felicidade em chegar por aqui e descobrir tanto conteúdo bacana.
Amo a forma como você torna leve assuntos que geralmente não são tão comuns e fáceis de serem tratados