rodada de notícias
vem que eu vou te resumir tudo o que aconteceu!
Marcas não estão fazendo o suficiente para incluir, afirmam creators com deficiência
Qual foi a última campanha publicitária com pessoas com deficiência você viu? Se você teve dificuldade em pensar, fique tranquilo, a gente também tem.
A pesquisa anual da Tambor Biz (agência da qual eu faço parte) nos traz mais dados alarmantes: 92% dos criadores com deficiência acreditam que as marcas não incluem o suficiente em campanhas publicitárias e 52,7%, apesar de trabalharem com as redes, nunca fizeram uma campanha paga. E por que isso é importante? Porque nos mostra que apesar de existirmos, ainda temos dificuldade de alcançar os espaços. Um dos dados mais chocantes dessa pesquisa fala que 88% dos creators não acham o mercado inclusivo e 78% já enfrentou dificuldades de acessibilidade em trabalhos.
Vale a pena ler com calma para absorver esse tanto de informação. E deixo a pergunta: qual é o tipo de mídia que você consome e porque pessoas com deficiência não fazem parte delas?
Leia a pesquisa completa aqui.
São Paulo tem a primeira juíza cadeirante da história
Rebecka Martins Gomes foi empossada como juíza em julho e já faz história. Em entrevista para Folha, Rebecka afirma que tem um poder grande: “Sinto que, como juíza, eu tenho o poder de decidir e mudar a vida das pessoas”. Cadeirante desde os 12 anos, ela está entre os 270 juízes brasileiros (de 19 mil!) que declaram ter uma deficiência, segundo o Conselho Nacional de Justiça.
Como é empoderador nos ver ocupando espaços!
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93% dos profissionais com deficiência foram contratados pela Lei de Cotas
Como que a Lei de Cotas não é importante? Essa matéria da Você RH aborda o assunto de maneira muito didática. Ouvindo profissionais do Instituto Jô Clemente (IJC), a reportagem lembra que apenas 1% das PcDs estão inseridas no mercado de trabalho e que a maior parte delas foram contratadas pela lei.
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Nova lei incentiva o empreendedorismo de pessoas com deficiência
Foi sancionada uma nova lei que inclui o empreendedorismo entre as medidas de apoio às pessoas com deficiência. O que ela diz? Cabe ao poder público promover ações de incentivo como linhas de créditos específicas e empenhar no surgimento e manutenção de empregos destinados as PcDs que não estejam em empregos comuns.
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ONG promove oficina gratuita de leitura acessível
Chamando todos os educadores!
A ONG Mais Diferenças vai realizar a Oficina Formativa sobre Mediação de Leitura Acessível e Inclusiva com o objetivo de promover o acesso à leitura por meio de formatos acessíveis. Com o apoio da Lei Rouanet, o projeto quer formar profissionais que saibam mediar leituras incluindo PcDs em diferentes formas de leitura. É gratuito, online e acontece dia 12 de agosto.
Já manda para todos os professores e educadores que você conhece.
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caiu na rede é…
tudo o que gostamos de consumir sobre o universo PcD essa semana
E essa dança LINDA? O grupo Infinite Flow, de bailarinos com deficiência, fez essa coreografia em homenagem aos 10 anos de existência. Nela, os bailarinos com diversas deficiências se envolvem em passos diferentes do que estamos acostumados. Assista!!!
“Agora todo mundo tem autismo” deve estar no top frases mais ditas atualmente e a Carol Ruedas fez esse vídeo para calar todo mundo que usa esse argumento. Já envia para quem precisa ouvir rs
Esse vídeo me fez derramar algumas lágrimas, confesso. Nele, Miranda McKeon, que está em tratamento para o câncer, junta suas amigas para falarem como ajudar uma pessoa que passa por questões médicas do tipo. Mas o que me fez chorar mesmo foi o fato dela ensinar as amigas a aplicarem injeção nela, o que nos mostra que quem te ama de verdade estará com você em todos os momentos.
mão na consciência
deixa eu te fazer refletir em poucas linhas? é rapidinho, eu juro.
Ser incluído é diferente de ser aceito.
A pesquisa sobre criadores de conteúdo com deficiência me fez pensar muito. É verdade que existem campanhas que incluem, mas nem sempre elas nos aceitam. Incluir tem sido nos chamar, colocar nosso nome. Aceitar é garantir que eu vou ter tudo o que eu preciso. Incluir deveria ser me ouvir, me acolher e me respeitar, mas, na maioria das vezes, incluir só é mostrar. Porque incluir é chamar.
Aceitar é garantir que a gente fique.Não é a toa que 88% dos criadores já sofreu com a falta de acessibilidade em trabalhos. É como uma tentativa superficial que não reconhece a diversidade de forma profunda e verdadeira. Como é incluir se me exclui? Incluir já é difícil, aceitar parece impossível. E isso não vale só para o mercado de trabalho. Vale para todos os convites que já me fizeram para lugares inacessíveis, por exemplo. “Você está convidada…” Eba!, “…mas não é acessível” Então, era para eu ser convidada? Incluir de fato seria querer que eu fosse o suficiente para pensar no que eu preciso. E que pensar em mim desde o início muda tudo: o tom, o resultado, a mensagem.
Uma coisa que eu tenho aprendido é que não é que não tem como fazer acessibilidade, só não é um critério inegociável para quem toma as decisões. Porque incluir sem aceitar é sorrir pra foto e virar as costas na reunião. É lembrar da deficiência quando já é tarde. É me querer no palco, mas não no processo.
Porque aceitando que pessoas diferentes precisam de meios diferentes, dá para pensar fora da caixa e criar o que ainda não existe. Mas isso só se não se esquecerem que incluir também é aceitar. Porque só me incluir, sem me aceitar, ainda é me excluir.
fico por aqui…
Mas te encontro nas redes, né?
E, como sempre: O que achou dessa edição do seu novo jornal favorito?
Será que você pode comentar para me lembrar que não estou falando sozinha com uma tela? Por favorzinho! E compartilha com quem ama!
Afinal, o mundo acessível começa com informação.





Adorei Ana Clara! Continue!!
Arrasou como sempre! Adoro!