rodada de notícias
vem que eu vou te resumir tudo o que aconteceu!
Ciência brasileira descobre medicamento que dá movimento a pessoas com lesão na medula
Fala da nossa ciência, mas fala baixo, tá?
Uma pesquisa produzida pelo laboratório Cristália em parceria com a UFRJ desenvolveu um medicamento a base de poliaminina, proteína que se mostrou capaz de dar movimentos a quem ficou paraplégico ou tetraplégico.
Apesar de ser MUITO promissor e um medicamento inédito, é importante te lembrar de algumas coisas: 1. Não é uma cura porque não é capaz de desfazer a lesão medular, só permite conquistar novos movimentos pela regeneração celular. 2. Nem todo cadeirante tem lesão. Parece bobo falar isso, mas é importante lembrar, já que várias pessoas me mandaram para eu testar (eu não tive lesão e tenho movimento). 3. O medicamento ainda vai começar a ser testado em estudo para ser aprovado pela Anvisa. Esse processo demora, o que significa que vai demorar para disponibilizarem o acesso a ele. Por hoje, vamos comemorar com esperança!
Leia mais aqui.
“Tira esses fones”, cobra Claudia Raia de espectador cego que estava ouvindo audiodescrição
Rodolfo, um dos criadores do perfil PopCórnea, foi convidado pelo Teatro Claro para assistir a peça da Claudia Raia, que estava disponibilizando com audiodescrição. Para usar o recurso, Rodolfo precisava conectar no celular e usar fones de ouvido. A situação aconteceu em um momento de interação com o publico. Do palco, Claudia chamou atenção de Rodolfo por estar com fone. Em vídeo para as redes (assista aqui), Rodolfo fala que foi um momento desconfortável pois as pessoas ao redor acharam que ele estava sendo desrespeitoso por usar o celular durante a peça. Mais tarde, Claudia se pronunciou nas redes pedindo desculpas e chamando atenção para todos aprenderem com o assunto.
Que essa seja uma oportunidade para falarmos mais sobre acessibilidade. É claro que “não foi por mal”, mas todo mundo tem direito de assistir uma peça sem ser ridicularizado, né?
Leia mais aqui.
Instituto Jô Clemente lança premiação para pesquisas sobre autismo
A iniciativa, que vai acontecer em forma de edital, pretende incentivar pesquisas de projetos que foquem em soluções e acessibilidade para pessoas com autismo e deficiências intelectuais. A premiação terá três edições por ano, cada uma com um tema diferente. Vale a pena ler mais sobre e mandar para quem possa se interessar.
Leia mais aqui.
Casas noturnas serão obrigadas a fornecerem acessibilidade, de acordo com proposta
Em algum momento, a nossa sociedade decidiu que PcDs não saem e, por isso, não precisa de acessibilidade em casas noturnas, baladas e locais de festa. Mas a Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência quer mudar isso. A proposta é que esses locais sejam obrigados a serem acessíveis e que o Estatuto da Pessoa com Deficiência seja alterado para contemplar essa sugestão.
Leia mais aqui.
O poder da linguagem contra o capacitismo
Em uma palestra na Unicamp, a professora Sônia Caldas Pessoa falou sobre acessibilidade afetiva. O que isso significa? Sabe quando nós usamos comentários como “fingir demência”, “retardado”, “joão sem braço”? Esses comentários repercutem o capacitismo estrutural que crescemos aprendendo e acabam gerando ainda mais inclusão e preconceito. O vídeo da palestra tem legenda!
Leia mais e assista aqui.
caiu na rede é…
tudo o que gostamos de consumir sobre o universo PcD essa semana
Ainda sobre o acontecimento com a Claudia Raia… Sara Bentes, uma cantora talentosíssima (que também é cega), postou um vídeo cantando um recado para a atriz.
Que riqueza! Nesse vídeo, Campbell, uma garota de 11 anos que é autista, explica para os pais o sistema de bateria social que criou. Em um papel, Cam sinaliza como ela está para se comunicar todos os dias. Deu vontade de fazer um desses?
Você sabia que os surdos negros não podiam se comunicar com os surdos brancos? Nesse vídeo, a Ju nos conta como surgiu a Black American Sign Language.
mão na consciência
deixa eu te fazer refletir em poucas linhas? é rapidinho, eu juro.
Meu corpo não é público.
Beijo na testa. Mão na cabeça. Apoiar na cadeira. Carinho no cabelo. Encostar em partes de mim sem pedir licença. Olhares sobre meu corpo. Tudo isso parece a exceção da regra, mas acontece todos os dias comigo.
Eu já perdi as contas de quantas vezes alguém achou que podia tocar em mim sem pedir. Como se meu corpo fosse de livre acesso. Como se eu não tivesse limites, ou como se meus limites não importassem.
Eu dependo de ajuda, é verdade. Mas não é porque eu tenho uma deficiência que o meu corpo deixou de ser meu ou virou público.
Não é porque você tem curiosidade que eu sou obrigada a responder.
Não é porque você acha “fofo” ou “engraçado”, ou porque achou que eu tava torta na cadeira e quis me avisar (como se eu não soubesse), que eu sou obrigada a sorrir e agradecer.
Meu corpo não é didático. Não é coletivo. Não é público.
Eu sei que muita gente não faz por mal, mas isso não diminui o peso. Porque, no fim, a mensagem é sempre a mesma: o corpo da pessoa com deficiência é tratado como algo que não lhe pertence totalmente. Como se a gente tivesse que se acostumar a invasões.
A gente aprende que, ao encostar no outro, devemos pedir licença. Mas porque isso não vale para pessoas com deficiência? O corpo se torna menos meu ao pedir ajuda? Me ajudar te dá direitos sobre ele?
Meu corpo é meu. E eu não quero que você toque em mim. E o que deveria ser óbvio ainda precisa ser dito: respeito não é opcional.
até semana que vem!
Setembro já tá no meio e nada das marcas falarem de setembro verde, hein? Chato, chato…. Mas vamos fazer a nossa parte!
Antes disso, o que achou dessa edição do seu jornal favorito?
Deixa um comentário e compartilha com quem você ama e vai gostar de nos conhecer.
afinal, o mundo acessível começa com informação.





Obrigada por falar sobre os detalhes da nova descoberta científica relacionada à tetraplegia. As pessoas se emocionam muito rápido e já saem revelando um desejo - que às vezes soa estranho, né? - de VAMOS CURAR TODOS...