rodada de notícias
vem que eu vou te resumir tudo o que aconteceu
Teste do pezinho detecta AME em recém-nascidos
Um estudo piloto em São Paulo está usando o tradicional exame do “teste do pezinho” para diagnosticar de forma precoce a Atrofia Muscular Espinhal (AME), uma doença rara, genética e progressiva (a mesma que eu tenho). Com essa nova abordagem, a detecção acontece antes mesmo dos sintomas mais graves se manifestarem.
Vanessa Romanelli, bióloga geneticista (e que também tem AME) foi quem coordenou o projeto que testou mais de 192 mil recém-nascidos na rede pública de São Paulo. Por ser uma doença progressiva, quanto mais cedo for o diagnóstico, mais cedo pode começar o tratamento e menos a doença vai avançar.
Não consigo te explicar o quanto eu chorei com essa notícia. Viva a ciência brasileira!
Leia mais sobre aqui.
Histórico: Novo decreto cria Política de Educação Especial Inclusiva
O decreto da Ministério da Educação que regula a política de educação especial no Brasil garante que toda pessoa com deficiência tem direito de uma educação inclusiva em redes públicas. Ao contrário do que tem circulado na internet, esse decreto não prevê o fim das APAEs.
Importante: o Atendimento Educacional Especializado (AEE) deve estar integrado ao ensino regular, mas garante que entidades especializadas continuem atuando como recursos de apoio. Esse equilíbrio mostra que a inclusão não precisa significar exclusão de grupos que oferecem suporte especializado. Agora, é DIREITO de toda criança ter todo o suporte que ela precisar, em qualquer escola.
Leia mais sobre aqui.
De emprego demitida a empreendedora: personal chef com olhar inclusivo
Após perder o emprego, Deborah Pataxó transformou sua rotina: começou a cozinhar para outras pessoas, viralizou nas redes sociais e criou seu próprio negócio de personal chef.
Deborah relata em suas redes sociais que, por ser autista, ficou perdida com as mudanças repentinas. Mas logo encontrou em seu novo negócio um espaço para fazer o que ama: cozinhar. Ela vai na casa de cada pessoa, prepara um cardápio personalizado e cheio e afeto para facilitar a rotina de seus clientes.
Se você é do Rio de Janeiro, conheça o trabalho da Deborah e realize meu sonho de comer essa comida!!!
Leia mais sobre aqui e conheça a Deborah aqui.
Adoção de cão com deficiência: visibilidade e afeto que transformam
Quem aí assistiu o filme Caramelo?
O casal Tatá Werneck e Rafa Vitti adotou o cãozinho “Leôncio”, que tem três patas, após sua participação no filme Caramelo. Nas redes, Rafa posta sobre o encontro dos dois nas gravações do filme. Leôncio é uma fofura!
Por que importa? Notícias como essa visibilizam animais com deficiência e nos lembra que esses animaizinhos também estão esperando para ser adotado. Fora que nos ajuda a refletir sobre como a deficiência (seja humana ou animal) pode ser entendida de forma positiva, com acolhimento, cuidado e pertencimento.
Leia mais sobre aqui.
Bilinguismo e autismo: mais de uma língua pode abrir novas portas
Segundo artigo do Duolingo, pessoas no espectro autista podem se beneficiar de serem bilíngues, ao contrário do mito de que seria um obstáculo.
Os estudos mostram que ser exposto a dois idiomas pode favorecer a comunicação não verbal, a flexibilidade cognitiva e as interações familiares. Em termos de inclusão, isso amplia as possibilidades de expressão para pessoas com autismo.
Leia mais sobre aqui.
mão na consciência
deixa eu te fazer refletir em poucas linhas? é rapidinho, eu juro
Quantas vezes você já ouviu alguém dizer que “não dá” para fazer algo acessível? Que “é difícil”, “caro” ou “complicado demais”?
Mas a verdade é que acessibilidade quase sempre é possível, só não é vista como algo inegociável.
Eu postei um vídeo que viralizou. Nele, eu falava sobre o perfume da Rare Beauty, marca da Selena Gomez. A embalagem foi pensada e criada para ser acessível. Selena tem fraqueza muscular por conta do lúpus e a marca carrega a acessibilidade das embalagens.
Ver projetos como esse funcionando e fazendo barulho me lembra que a acessibilidade não só é possível, como é aclamada. Mas ela precisa ser pensada desde o dia zero.
Quando algo é prioridade, a gente dá um jeito. Acessibilidade só continua sendo tratada como opcional porque ainda não está no centro das decisões. É sempre o “depois”, o “se sobrar tempo”, o “se der orçamento”. Mas o que aconteceria se ela fosse pensada desde o começo, junto com o design, com o roteiro, com a arquitetura, com a comunicação?
A diferença é de perspectiva: enquanto for vista como um favor, a acessibilidade vai continuar sendo exceção. Mas quando for entendida como um direito e um compromisso coletivo, ela deixa de ser um obstáculo e passa a ser um caminho.
A acessibilidade é possível. Sempre foi. Só falta o mundo enxergar que ela não é uma escolha. É o mínimo.
tchaaaaau
Voltei e já tô indo.
Mas antes, já sabe, o que achou dessa edição do seu novo jornal favorito?
Enquanto a gente não se vê, não esquece de compartilhar o que aprendeu por aqui. quem sabe, algum amigo também quer aprender sobre o assunto?
Afinal, o mundo acessível começa com informação.




EM CHOCK COM O TÍTULO DA NEWS PORQUE meu e-book LITERALMENTE vai se chamar acessível É possível kkkkkkkkkkk
mas é né?