rodada de notícias
vem que eu vou te resumir tudo o que aconteceu!
Cientistas criam robô capaz de ver e tocar com precisão humana
Um time de pesquisadores da Tohoku University desenvolveu o sistema TactileAloha, que permite que robôs combinem visão e tato para manipular objetos com muito mais precisão. Como por exemplo, abrir velcro ou laços que antes eram muito desafiadores para sistemas que dependiam só da visão.
Isso representa um passo importante para acessibilidade por dois motivos: primeiro, esse sistema pode permitir que pessoas que tenham próteses robóticas realizem tarefas do dia-a-dia com maior independência e precisão. Já a segunda questão nos lembra que robôs domésticos auxiliares vão poder fazer mais por quem precisa de ajuda dentro de casa, especialmente em ambientes de cuidado, onde há objetos variados e texturas diferentes. Estamos falando de robôs que não só falam, mas ajudam de fato.
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Estudante surdocego faz curso de massoterapia em Libras tátil
No interior de São Paulo (região de Piracicaba), um estudante surdocego está realizando cursos de massoterapia em Libras tátil, um tipo de comunicação adaptada para pessoas com deficiência auditiva e visual. Ele usa a Libras através do sentido do tato para acompanhar o curso. Esse é mais um exemplo de inclusão que vai além do básico.
👉 Por que isso importa? Porque nos mostra que a acessibilidade não é só “tradução” de Libras, mas de adaptar todo o ambiente, a comunicação e o ensino para garantir que ninguém fique de fora. É possível, a gente só precisa pensar fora da caixinha.
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Uso de exoesqueleto melhora fala e desenvolvimento motor em crianças com deficiência
Pesquisas recentes apontam que o uso de exoesqueleto em crianças com deficiência trouxe melhorias tanto na coordenação motora, quanto em aspectos da fala. A cada dia que passa, a ciência percebe que ficar em pé vai muito além de uma questão estética: pode ajudar o funcionamento da circulação, sistema digestivo e de movimentos que não temos sentados, o que também acaba apoiando outras áreas, como a comunicação.
Experiência própria: quando eu ficava em pé na fisio, sentia muita melhora na circulação, força e até no intestino. Imagina com m exoesqueleto me ajudando em movimentos que nao consigo fazer?
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Adoção de crianças com deficiência: menos de 4 % dos pretendentes escolhem esse perfil
O tipo de notícia que eu não queria dar. Em Alagoas, foi identificado que menos de 4% dos pretendentes à adoção aceitam crianças com deficiência, mesmo quando uma parte significativa das crianças disponíveis realmente têm deficiência.
👉 Por que isso importa? Porque aponta uma barreira social clara: a deficiência continua sendo algo ruim, e PcDs são deixadas para trás. É o motivo para menos adoções, mesmo quando a lei dá prioridade. E isso afeta diretamente as vidas desses pequenos.
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OBotícario lança linha Dr Botica com embalagens adaptadas
A nova linha Dr. Botica, do O Boticário, chegou com um toque de magia e de acessibilidade. As embalagens foram co-criadas com pessoas com deficiência, trazendo recursos que facilitam o uso por diferentes mãos e olhares: formato anatômico, textura que melhora a pega (diminuindo o risco de quedas), pump que permite o uso com apenas uma mão e cores que ajudam na identificação para pessoas com baixa visão.
Esse é um exemplo de como design inclusivo pode estar presente no cotidiano até na hora do banho. 💜
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caiu na rede é…
tudo o que gostamos de consumir sobre o universo PcD essa semana
Quem lembra do Carlinhos de Jesus? O bailarino e professor de dança agora está usando cadeira de rodas e nos mostra a importância da acessibilidade.
Quem matou a Odete Roitman? Isso a gente já sabe, mas agora precisamos ouvir o Pedro falando sobre o capacitismo na novela.
Você sabia que existe um app para solicitar um intérprete de libras? Emilee mostra ela marcando um intérprete pelo app para uma consulta com um pediatra com seu filho.
mão na consciência
deixa eu te fazer refletir em poucas linhas? é rapidinho, eu juro
💭 O mundo não me espera.
Eu aprendi a me adaptar a um mundo que não para pra mim. Um mundo que tem pressa, degraus e desculpas.
Enquanto as pessoas correm, eu calculo o caminho, o tempo, a força que vou precisar gastar pra chegar onde todo mundo já está.
E, ainda assim, parece que estou sempre atrasada. Mas não é porque eu demoro. É porque o mundo não me espera.
Não espera o elevador funcionar. Não espera o transporte acessível chegar. Não espera os dias perdidos pelas crises de dor e os planos cancelados pela minha deficiência. Não espera que alguém precise de tempo (e de espaço) pra existir de outro jeito.
Eu cresci ouvindo que o problema era meu ritmo. Mas não é sobre andar devagar. É sobre um sistema que corre sem olhar pra trás. E, por mais que eu tente acompanhar, às vezes eu só quero que o mundo desacelere.
Não pra me deixar passar. Mas pra perceber que talvez a pressa seja o que faz tanta gente ficar pra trás
oi e tchauuu
Mal voltei e já tô te dizendo tchau. Ou melhor, até logo.
Enquanto a gente não se vê, não esquece de compartilhar o que aprendeu por aqui. Quem sabe, algum amigo também quer aprender sobre o assunto?
Afinal, o mundo acessível começa com informação.




