rodada de notícias
hoje vamos fazer diferente: as notícias serão todas sobre as LGBTs com deficiência. o que você sabe sobre? vem descobrir comigo.
36% das pessoas LGBTs tem uma deficiência, revela pesquisa
Realizado em 2020 pela HRC Foundation, o levantamento diz que 36% dos LGBTs tem uma deficiência e 52% são transgênero. A pesquisa foi feita pela Human Rigths Campaign (HRC) Foundation, uma organização sem fins lucrativos que trabalha pelos direitos da população LGBT, e traz dados sobre a deficiência relatada entre adultos (considerando orientação sexual e identidade de gênero) nos EUA.
No Brasil, por outro lado, nós não temos dados sobre a interseccionalidade desses grupos. E por que isso importa? Porque se não temos dados, não sabemos quem somos, o que dificulta exigir direitos e políticas públicas.
Mas atenção: isso não significa que não existem PcDs LGBTs+. Nós estamos aqui e essa edição é toda sobre nós.
Leia a pesquisa aqui.
29ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo traz recursos para pessoas com deficiência
A maior parada LGBT do mundo acontece em SP e, dessa vez, contou com PCDs LGBTs na frente do Trio de Abertura Memória e Resistência levantando uma faixa com a frase “LGBT+ com deficiência existem, resistem e devem ser celebradas”. De acordo com a prefeitura do estado, além da faixa também tivemos, pela primeira vez, uma Área de Descompressão destinada a neurodivergentes. Mas será que é o suficiente? Acho válido assistir esse vídeo.
Leia mais sobre aqui.
LGBTs com deficiência enfrentam preconceito duplo e barreiras adicionais
Esse artigo do Diario PcD levanta questões importantes sobre a interseccionalidade das causas. Entrevistados trazem reflexões sobre as barreiras sociais e estruturais encontradas por quem faz parte da comunidade. Vale a leitura para começar a se inteirar sobre o tema.
Leia mais aqui.
O seu orgulho é acessível? Veja o que ativistas pensam sobre o assunto
“A gente fica de fora e não tem como se orgulhar tanto”, relata Priscila Siqueira, fundadora do Vale PCD. A reportagem pela Agencia Brasil traz, principalmente, a vivência da ativista e criadora de conteúdo, que conta sobre sua experiência e nos mostra o quanto ainda precisamos lutar para sermos reconhecidos.
Leia mais aqui e conheça o Vale PCD aqui.
Capacitismo e homofobia vão de comentários a falta de políticas de saúde sexual
O preconceito para na violência verbal e física? Não exatamente. Essa reportagem nos traz relatos de pessoas que viveram a exclusão social por serem PcDs LGBTs, mas tambem a falha da saude publica com campanhas de prevenção contra ISTs para pessoas com deficiência. Com falas importantes, a matéria é de 2024, mas continua sendo atual. Será que não evoluímos nada?
Leia mais aqui.
para aprender sem ser chato
artigos gigantescos, livros que dão sono e conteúdos militantes que você não aguenta mais? nada disso. aqui, eu te indico filmes, séries, livros, podcasts, produtos, artigos e mais um pouco. a diferença é que você vai aprender sem nem sentir!
Filme: Margarita com Canudinho é uma comédia romântica sobre uma jovem indiana com paralisia cerebral que decide estudar em Nova York. Em sua jornada, ela descobre sobre sua sexualidade enquanto PcD e se apaixona por uma ativista cega. O filme transforma um assunto complexo em uma história linda em que todos podem amar!
Disponível na Netflix.
Série: Special é uma série norte-americana sobre Ryan, um homem gay e com paralisia cerebral que precisa sair do armário da deficiência, ao invés da sexualidade. Com uma pegada de comédia romântica, a série conta com duas temporadas com episódios de, em média, 20 minutos. Foi baseada no livro de memórias do próprio Ryan e conta com o escritor como roteirista principal de todos os episódios. Eu assisti três vezes e, não ironicamente, é minha série preferida! Assiste, por favor?
Disponível na Netflix.
TedTalk: Fashion for everybody é o TEDTalk de Aaron Rose Philip, modelo e artista trans com deficiência. Em sua palestra, fala sobre a moda em corpos diferentes do padrão e como suas vivências a fizeram se entender no mundo da beleza. Muito potente!
Assista com legenda em português aqui.
Livro: Preconceito: Uma História é um dos únicos livros que eu conheci que fala sobre o preconceito contra diversos grupos minorizados incluindo as pessoas com deficiência. A obra de Leandro Karnal e Luiz Estevão busca saber da onde vêm os preconceitos e porque continuamos os repercutindo enquanto sociedade. É uma reflexão extremamente importante para quem quer saber mais sobre o assunto.
Compre o físico aqui e ebook aqui.
caiu na rede é…
tudo o que gostamos de consumir sobre o universo PcD essa semana
Gabriel e João são um casal que aquece o coração. Nesse video, João que é ouvinte, conta a historia dos dois e que aprendeu LIBRAS por causa do Gabriel, que é surdo. Nas redes, tem vários videos deles juntos e sei que você vai amar tanto quanto eu.
O seu orgulho aceita pessoas com deficiência? Mas e PcDs que se relacionam entrei si? Elas duas são meu império romano e os videos são uma delicia de acompanhar.
E as PcDs trans? Rafa Brunelli nos conta sua vivência trazendo assuntos importantes para pauta.
Acho que você já entendeu que todo mundo pode amar, né? Mas deixa eu te mostrar mais uma vez com a Vanessa Grão. Lindas!!!!
mão na consciência
deixa eu te fazer refletir em poucas linhas? é rapidinho, eu juro.
Quando saí do armário, eu disse que não queria fazer parte de dois grupos minorizados.
E é verdade. Eu demorei para me reconhecer LGBT por ter uma deficiência. Hoje, olhando para trás, vejo muitos “traços” na Ana Clara adolescente. Eu procurava fotos de mulheres se beijando para ver se eu sentia alguma coisa (risos). E eu sabia que sentia. Mas não, isso era impensável. Apesar de não ter crescido em uma família homofóbica, eu ainda sentia uma pressão gigantesca me reprimindo. As pessoas não acreditavam que eu poderia me relacionar nem com homens, quem dirá com mulheres. Na adolescência, eu não podia falar sobre isso nem com a maior parte dos meus amigos. Era vista como anjo, que não se apaixona, não beija, não transa, não se relaciona. Mas nada disso era verdade. As pessoas me veem como PcD antes de qualquer outra característica, não queria que eu fosse A PcD LGBT. Não queria ser a cota diversidade. Mas não é assim que funciona. Saindo de perto da minha bolha, eu entendi que as pessoas já me olhavam, já não me viam e já me julgavam. Então que eu os dê motivo, se esse for um. Porque na vida real, eu entendia que eu amava e poderia ser amada. E no fim, só o amor importa.
Um abraço colorido e apertado para quem ainda está no armário. Eu te vejo, te amo e, se precisar, coloco rampa na porta de todos os armários que eu puder. Hoje e todos os dias 🏳️🌈🤍
o mês do amor tá acabando…
e a edição também :( aproveite os últimos dias para ecoar a luta de nós LGBTs e não deixe de nos amar em todos os outros meses, viu?
me conta o que achou dessa edição?
comenta o que achou, compartilhe com quem ama e esbarre comigo nas redes!
Afinal, o mundo acessível começa com informação.





